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FC Porto entra a vencer no campeonato e resolve a estreia com duas grandes penalidades

Foto do escritor: Patricia Barbosa
Patricia Barbosa
11 de ago.
3 min de leitura
Foto: Patricia Barbosa
Foto: Patricia Barbosa

O FC Porto começou a defesa do título nacional com três pontos no Estádio do Dragão. Na receção ao FC Alverca, os azuis e brancos venceram por 2-0, num encontro em que duas grandes penalidades, convertidas por André Silva e Gabri Veiga, acabaram por definir o resultado.


Mais do que uma vitória construída através de um futebol exuberante, foi uma noite de eficácia e gestão para a equipa de Francesco Farioli, que, depois de conquistar a Supertaça frente ao Torreense, soma assim o segundo triunfo oficial da temporada.


O FC Porto entrou forte e podia ter inaugurado o marcador ainda antes dos dez minutos, quando Victor Froholdt encontrou André Silva na área. O avançado cabeceou ao lado, mas acabou por sofrer falta do guarda-redes Matheus Mendes no desenrolar da jogada.

Depois de uma longa análise do VAR, Luís Godinho confirmou a grande penalidade.

Coube ao próprio André Silva assumir a responsabilidade. O avançado rematou para o lado esquerdo e, apesar de Matheus Mendes ter adivinhado o caminho, não conseguiu impedir o primeiro golo portista.


O momento teve ainda um significado especial: André Silva voltou a marcar pelo FC Porto no seu regresso ao clube, nove anos depois da saída.

A vantagem, contudo, não significou que o Alverca tivesse baixado os braços. A formação ribatejana, orientada por Sérgio Ferreira, conseguiu durante largos períodos subir as linhas e ter mais bola, obrigando o FC Porto a baixar o bloco.

A equipa visitante mostrou personalidade no Dragão e criou dificuldades sobretudo através da pressão sobre a primeira fase de construção portista.

Quando o Alverca procurava aproximar-se do empate, o FC Porto encontrou novamente espaço para chegar à área adversária.


André Silva voltou a estar no centro das atenções e sofreu uma segunda falta dentro da área, desta vez na sequência de um puxão de Touaizi. Novo penálti, nova oportunidade para os dragões.

Desta vez foi Gabri Veiga a assumir a cobrança. O médio espanhol não tremeu e repetiu a fórmula de André Silva: bola para o lado esquerdo e vantagem de dois golos para os campeões nacionais.

O 2-0 surgiu aos 44 minutos, praticamente em cima do intervalo, permitindo ao FC Porto regressar aos balneários com uma margem confortável.


A segunda parte trouxe um Alverca ainda mais agressivo. A equipa de Sérgio Ferreira apostou numa pressão alta e conseguiu, em alguns momentos, encostar o FC Porto junto à sua própria área.

Aos 49 minutos surgiu uma das melhores oportunidades dos visitantes. Depois de um canto mal afastado pela defesa portista, Ian Luccas apareceu em posição privilegiada, mas encontrou pela frente Diogo Costa, que saiu rapidamente da baliza e fechou o caminho para o golo.


Mais tarde, aos 73 minutos, foi Chiquinho a criar perigo. O extremo ultrapassou Kiwior com uma boa simulação e ficou em posição para finalizar, mas voltou a encontrar Diogo Costa, que respondeu com mais uma intervenção importante.

O guarda-redes português acabou por assumir um papel determinante na conservação da vantagem, num segundo tempo em que o FC Porto já não procurou acelerar constantemente o jogo.


Os números ajudam a explicar a maior capacidade ofensiva do Alverca na reta final: os visitantes terminaram com 15 remates contra 10 do FC Porto, embora os dragões tenham conseguido manter a baliza inviolada. O conjunto portista teve ainda 54,2% de posse de bola, contra 45,8% do adversário.


Sem necessidade de correr riscos desnecessários nos minutos finais, o FC Porto controlou a vantagem e garantiu os primeiros três pontos da Liga Portugal Betclic 2026/27.

A vitória permite aos campeões nacionais começar a competição com o pé direito e capitalizar os resultados da primeira jornada, nomeadamente o empate do Sporting frente ao Estrela da Amadora.


Para o Alverca, apesar da derrota, fica uma estreia com sinais positivos perante um dos principais candidatos ao título. A equipa ribatejana mostrou capacidade para discutir largos períodos do encontro e obrigou Diogo Costa a intervenções decisivas.

No lado portista, André Silva foi naturalmente uma das figuras da noite, não apenas pelo golo que inaugurou o marcador, mas também pela participação direta nos dois lances que deram origem às grandes penalidades.


Depois da Supertaça, o FC Porto soma agora dois jogos oficiais, duas vitórias e dois troféus/pontos de partida positivos para uma temporada em que terá de conciliar a defesa do título nacional com os restantes desafios do calendário.

A Liga Portugal começou e, no Dragão, o campeão já deixou o primeiro aviso: não era preciso espetáculo para começar a somar.



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