FC Porto resiste no Dragão, mas Haaland decide a noite europeia


Dragões seguraram o Manchester City durante uma primeira parte de grande exigência, mas dois golos de Erling Haaland na segunda metade deram aos ingleses uma vitória por 2-0 na estreia da Liga dos Campeões.
O regresso do FC Porto à Liga dos Campeões começou com uma das noites mais exigentes que o calendário europeu podia oferecer. Perante um Manchester City dominante, os dragões resistiram durante grande parte do encontro, tiveram em Diogo Costa uma das principais figuras e chegaram a acreditar que poderiam levar o jogo para os minutos finais em aberto.
Mas quando há Erling Haaland do outro lado, basta um instante.
O avançado norueguês marcou por duas vezes, aos 47 e 90+1 minutos, e foi decisivo para o triunfo do Manchester City por 2-0 no Estádio do Dragão.
Diogo Costa adiou o inevitável
Francesco Farioli apresentou uma equipa preparada para sofrer sem bola e explorar os espaços deixados pelo adversário. Sem Bednarek, castigado, e Victor Froholdt, ausente depois da concussão sofrida diante do Moreirense, o treinador portista apostou em Alan Varela para equilibrar o meio-campo e numa estrutura capaz de travar a circulação dos ingleses.
Do outro lado estava um City renovado e agora orientado por Enzo Maresca, que procurava começar a campanha europeia com uma vitória.
A primeira parte foi praticamente de sentido único.
O Manchester City assumiu o controlo da posse e foi acumulando aproximações à área portista. O FC Porto teve dificuldades para sair da pressão e praticamente não conseguiu criar perigo junto da baliza de Donnarumma.
Foi aí que apareceu Diogo Costa.
O guarda-redes portista negou o golo a Haaland num cabeceamento que parecia destinado às redes e voltou a destacar-se pouco depois, com uma dupla intervenção perante o avançado norueguês e Rayan Cherki.
Ao intervalo, o 0-0 era, sobretudo, mérito da resistência portista.
Haaland precisou de dois minutos
O segundo tempo começou da pior maneira para o FC Porto.
Aos 47 minutos, praticamente na primeira oportunidade após o intervalo, Enzo Fernández colocou a bola na área e Haaland apareceu para desviar de cabeça, fazendo a bola passar por Diogo Costa e inaugurar o marcador.
O golo obrigou os dragões a mudar de abordagem.
Farioli lançou Hwang In-beom e Santiago Giménez, procurando dar maior capacidade ao FC Porto para transportar o jogo para zonas mais avançadas. E a equipa portuguesa conseguiu finalmente subir linhas e incomodar mais o adversário.
Alan Varela esteve perto do empate com um remate colocado que passou muito perto do poste de Donnarumma, numa das melhores oportunidades portistas na segunda parte.
O City, contudo, soube gerir a vantagem.
Com o passar dos minutos, o FC Porto arriscou cada vez mais e abriu espaços. Os ingleses encontraram aí terreno para explorar e, já nos descontos, acabaram por matar definitivamente o encontro.
Aos 90+1 minutos, Rayan Aït-Nouri trabalhou bem pelo lado esquerdo e serviu Haaland, que apareceu dentro da área para fazer o segundo e fechar a noite europeia.
Uma estreia difícil, mas sem desonra
O resultado acaba por traduzir a superioridade do Manchester City, sobretudo pelo domínio exercido durante largos períodos. Os ingleses terminaram com 64% de posse de bola e 10 remates enquadrados, enquanto o FC Porto não conseguiu colocar qualquer remate na direção da baliza adversária.
Para os dragões fica, ainda assim, a capacidade de terem mantido o encontro vivo durante quase uma hora, obrigando o City a trabalhar para encontrar os espaços.
Para Haaland, fica mais uma noite europeia de protagonismo.
O norueguês chegou aos 59 golos em 59 jogos na Liga dos Campeões, igualando a média impressionante de um golo por partida na competição.
O FC Porto começa assim a fase de liga com uma derrota, mas a caminhada europeia está apenas a começar.
No Dragão, os dragões resistiram. Haaland, porém, acabou por fazer a diferença.




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