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O clássico virou-se num instante: FC Porto bate Benfica e abre vantagem no topo

Foto do escritor: Patricia Barbosa
Patricia Barbosa
21 de set.
3 min de leitura
Foto: Patricia Barbosa
Foto: Patricia Barbosa

O FC Porto venceu o Benfica por 3-1 no Estádio do Dragão, num clássico que mudou de rosto ainda antes do intervalo. Gabri Veiga abriu o marcador, Lenglet foi expulso aos 35 minutos e, depois de um breve renascimento encarnado na segunda parte, Froholdt e Hwang In-beom devolveram o controlo aos dragões.


Havia uma liderança em jogo, havia um Dragão cheio e havia dois rivais separados por apenas dois pontos à entrada para a sétima jornada. No fim, ficou mais do que uma vitória num clássico.

O FC Porto ganhou por 3-1 ao Benfica, manteve o percurso perfeito na Liga Portugal e aumentou para cinco pontos a vantagem sobre os encarnados.

Mas o resultado nasceu de um jogo que demorou a encontrar o seu dono.


Quando Gabri Veiga encontrou o espaço

Os primeiros minutos foram de estudo.

Porto e Benfica procuraram pressionar alto, fechar linhas e impedir que o adversário conseguisse instalar-se no último terço. Havia intensidade, mas poucas oportunidades claras. Até aparecer Gabri Veiga.

Aos 31 minutos, Pepê encontrou o espanhol nas costas da defesa encarnada. Veiga dominou, levantou a cabeça e picou a bola sobre Samuel Soares para fazer o 1-0.

Um momento de qualidade individual que colocou o líder do campeonato na frente.

Era o quarto golo de Gabri Veiga na Liga, aos quais soma três assistências em sete jornadas.

E o clássico ainda estava longe de estar decidido.


Dez contra onze antes do intervalo

Quatro minutos depois, o jogo sofreu a primeira grande reviravolta.

Clément Lenglet, já amarelado, viu o segundo cartão aos 35 minutos e deixou o Benfica reduzido a dez jogadores. Marco Silva foi obrigado a mexer imediatamente: saiu Sudakov, entrou Circati para reorganizar a defesa. O FC Porto passou a ter superioridade numérica, mas também perdeu Gabri Veiga pouco depois. O espanhol, que tinha acabado de marcar, saiu aos 40 minutos devido a problemas físicos, sendo substituído por Hwang In-beom.

Ao intervalo, os dragões venciam por 1-0.

O Benfica respondeu. O Porto respondeu ainda mais depressa.

O clássico ganhou outra vida depois do descanso.

Mesmo em inferioridade numérica, o Benfica entrou melhor e conseguiu chegar ao empate aos 50 minutos.

Prestianni colocou a bola na área e Alexander Bah, com um ligeiro desvio de cabeça, bateu Diogo Costa. De repente, o jogo voltava a estar aberto.

Só que o empate durou apenas quatro minutos. Aos 54', o FC Porto voltou a encontrar espaço. Rodrigo Mora trabalhou a jogada, André Silva apareceu na área e, depois de uma sequência confusa, a bola sobrou para Victor Froholdt. O dinamarquês não perdoou.

Remate rasteiro, 2-1 e nova vantagem portista. E, desta vez, o FC Porto não deixou o Benfica voltar ao jogo.


Hwang fecha a porta

Cinco minutos depois, chegou o golpe final.

André Silva voltou a aparecer no lance, desta vez pelo corredor direito, e cruzou atrasado para Hwang In-beom. O sul-coreano apareceu de frente para a baliza e rematou de primeira para o 3-1. Um momento especial para Hwang, que marcou pela primeira vez pelo FC Porto precisamente no dia do seu aniversário. Até ao final, ainda houve espaço para Samuel Soares evitar uma diferença maior e para Diogo Costa aparecer quando o Benfica tentou reabrir a discussão. O resultado, porém, já não fugiria.


Um clássico que muda as contas

O FC Porto mantém assim o pleno de vitórias no campeonato e chega à paragem para as seleções com sete triunfos em sete jornadas na Liga Portugal.

O Benfica sofreu a primeira derrota no campeonato e ficou a cinco pontos do rival.

Mais do que três pontos, o clássico deixou uma fotografia clara do momento atual da classificação: o FC Porto continua no topo, agora com uma margem maior, enquanto o Benfica terá de recuperar terreno depois de uma noite em que a expulsão de Lenglet acabou por pesar no destino do encontro. 

No Dragão, o clássico não foi decidido apenas pelos 90 minutos.

Foi decidido nos momentos em que cada equipa conseguiu — ou não — aproveitar aquilo que o jogo lhe ofereceu.


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