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WRC – Rali de Monte Carlo (PEC7): Lama no lugar do gelo, domínio intacto de Oliver Solberg

  • Foto do escritor: IMPACTO MEDIA
    IMPACTO MEDIA
  • 23 de jan.
  • 3 min de leitura
Foto: Web
Foto: Web

A paisagem mudou, as dificuldades multiplicaram-se, mas o protagonista manteve-se o mesmo. No sétimo troço cronometrado do Rali de Monte Carlo, Oliver Solberg voltou a ser o grande nome do dia, ampliando a liderança numa especial onde o gelo deu lugar à lama e cada curva se transformou numa armadilha imprevisível.

Solberg e o navegador Elliott Edmondson, aos comandos do Toyota GR Yaris Rally1, voltaram a vencer a especial, confirmando um estatuto de “patinador-mor” que resiste a todas as superfícies. Num rali onde o erro espreita a cada metro, o sueco continua a escrever uma história de controlo, frieza e eficácia, deixando os rivais a lutar contra o terreno — e contra si próprios.


Classificação reforçada no topo

O líder foi o mais rápido, batendo Sébastien Ogier por 1,9 segundos, com Elfyn Evans a fechar o pódio da especial a 2,8 segundos. As contas da geral ficaram ainda mais claras: Solberg passou a dispor de 1m07.0s de vantagem sobre Evans, enquanto Ogier segue a 34,8 segundos do companheiro de equipa galês.

Entre os principais nomes, apenas uma alteração no top 10 dos Rally1, com Hayden Paddon a subir ao sétimo lugar beneficiando dos problemas de Takamoto Katsuta, que lutou grande parte da especial com a direção assistida avariada.


Da neve ao pântano: um troço transformado

A repetição da especial Laborel / Chauvac-Laux-Montaux trouxe um cenário completamente distinto do período da manhã. O sol da tarde derreteu a neve nos Alpes franceses, expondo uma mistura traiçoeira de lama espessa, poças profundas e zonas de aquaplaning que colocaram os Rally1 num verdadeiro teste de sobrevivência.

A estrada, agora coberta de lama acumulada pelas passagens anteriores, exigia leitura constante e máxima concentração. Onde antes havia gelo negro invisível, surgia agora um piso pesado e imprevisível, igualmente castigador.


Problemas e incidentes entre os perseguidores

O caos não tardou a instalar-se. Adrien Fourmaux protagonizou um pião completo logo nos primeiros ganchos, conseguindo regressar à luta, mas já com tempo perdido. Takamoto Katsuta sofreu com a falha da direção assistida, guiando praticamente “à força” durante vários quilómetros.

Já Jon Armstrong, em aprendizagem ao volante do Ford Puma Rally1, pagou caro a inexperiência em condições extremas. Um episódio de aquaplaning resultou num toque e num furo no pneu traseiro direito, levando-o a perder mais de 30 segundos.

Apesar das dificuldades, Ogier, Evans e Thierry Neuville conseguiram limitar perdas, navegando pelo troço com prudência e experiência, conscientes de que Monte Carlo raramente perdoa excessos.


Solberg, frio por dentro num inferno de lama

No meio do caos, Oliver Solberg voltou a destacar-se pela serenidade. Mesmo com pneus pouco cooperantes e um piso que mudava a cada curva, o sueco controlou cada deslize e foi novamente o mais rápido, reforçando a imagem de piloto mais confortável em condições extremas.

“Foi muito difícil, havia lama por todo o lado. Não é fácil com estes pneus, mas fui cuidadoso e tentei controlar tudo”, explicou no final, com a tranquilidade de quem sabe que o verdadeiro adversário continua a ser o rali… e não os homens que o perseguem.

Com mais um triunfo em especial e a liderança reforçada, Solberg segue firme num Monte Carlo onde já trocou o gelo pela lama — mas não largou o domínio. O rali continua, e a montanha promete ainda mais capítulos de um guião onde nada está garantido… exceto que Oliver Solberg continuará a ser a referência.


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