North Festival encerra em grande: The Cure protagonizam noite histórica perante 40 mil fãs na Maia
- Patricia Barbosa

- 8 de jun.
- 3 min de leitura

O North Festival despediu-se da edição de 2026 com uma noite verdadeiramente memorável. Perante um recinto completamente esgotado e uma assistência recorde de cerca de 40 mil pessoas, a Cidade Desportiva da Maia viveu um dos momentos mais marcantes da história do festival, culminando com um concerto épico dos lendários The Cure.
A terceira e última jornada do evento transformou a Maia numa autêntica capital da música alternativa, reunindo diferentes gerações num ambiente de celebração que ficará na memória dos milhares de festivaleiros presentes.
Novos talentos abriram o último dia
Tal como aconteceu nas jornadas anteriores, o último dia do festival arrancou com espaço dedicado aos projetos emergentes escolhidos pelo público.
Os Tua, Ordenado Mínimo e Defera foram os primeiros a subir ao palco, assumindo a responsabilidade de inaugurar a derradeira maratona musical do festival. Com atuações cheias de energia, os três projetos aproveitaram a oportunidade para mostrar o seu talento perante uma audiência já bastante composta, num momento que certamente ficará marcado nas respetivas carreiras.
Linda Martini e Mogwai prepararam o terreno para a apoteose final
Já no palco principal, os portugueses Linda Martini deram início aos concertos de maior dimensão com a intensidade e entrega que os caracterizam.
A banda lisboeta voltou a demonstrar porque é uma das referências do rock alternativo nacional, oferecendo ao público um espetáculo marcado por guitarras poderosas, letras emotivas e uma enorme ligação com os fãs.
Seguiram-se os escoceses Mogwai, que continuam a celebrar três décadas de carreira. Os pioneiros do post-rock construíram uma atuação envolvente, repleta de paisagens sonoras densas e hipnóticas, conduzindo os espectadores numa viagem emocional que preparou o ambiente para o momento mais aguardado da noite.
A "missa gótica" dos The Cure
À medida que o relógio se aproximava das 23 horas, o ambiente na Maia tornava-se cada vez mais especial.
O recinto transformou-se num verdadeiro desfile de estética gótica, com milhares de fãs vestidos a rigor, exibindo maquilhagens carregadas, roupas escuras e referências visuais associadas à identidade dos The Cure.
Quando as luzes se apagaram e o palco mergulhou na escuridão, o rugido da multidão fez-se ouvir por toda a Cidade Desportiva. A entrada de Robert Smith e restantes elementos da banda foi recebida com uma ovação ensurdecedora, num dos momentos mais intensos de toda a edição do festival.
Aos 67 anos, Robert Smith voltou a provar porque continua a ser uma das figuras mais icónicas da história da música. A sua voz permanece surpreendentemente intacta, mantendo a mesma carga emocional que transformou os The Cure numa referência mundial ao longo de várias décadas.
Uma viagem pelos grandes clássicos
O concerto arrancou com "Alone", tema mais recente da banda, antes de mergulhar rapidamente num dos momentos mais emocionantes da noite com a interpretação de "Pictures of You".
A partir daí, os The Cure conduziram os milhares de presentes por uma viagem sonora que percorreu alguns dos maiores clássicos da sua carreira, equilibrando o lado mais sombrio e introspectivo do seu catálogo com os temas que ajudaram a definir o rock alternativo das últimas quatro décadas.
Durante mais de duas horas, a ligação entre banda e público foi total. Cada refrão foi cantado em uníssono, cada acorde celebrado como se fosse único, numa demonstração clara da dimensão do legado construído pelos britânicos.
O maior público da história do North Festival
A edição de 2026 ficará para sempre associada ao concerto dos The Cure e à maior enchente de sempre do North Festival.
Com cerca de 40 mil espectadores presentes, o festival registou um marco histórico e consolidou-se definitivamente como um dos principais eventos musicais do país.
Mais do que um simples concerto, a atuação dos The Cure foi uma celebração coletiva da música, da memória e da emoção. Uma verdadeira comunhão entre artistas e público que encerrou o North Festival da melhor forma possível.
A Maia despediu-se assim de mais uma edição memorável, deixando já saudades e elevando ainda mais a expectativa para o regresso do festival em 2027.




Comentários