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Um Dragão demasiado tímido volta a cair na Europa

Foto do escritor: Patricia Barbosa
Patricia Barbosa
há 5 dias
3 min de leitura
Foto: Patricia Barbosa
Foto: Patricia Barbosa

O FC Porto perdeu por 0-1 frente ao PSV Eindhoven, no Estádio do Dragão, e continua sem pontuar na Liga dos Campeões. Os neerlandeses foram superiores durante largos períodos, enquanto a equipa portista demorou a encontrar a agressividade necessária para discutir verdadeiramente o resultado.


A formação portista perdeu por 0-1, sofreu a terceira derrota nesta fase da Liga dos Campeões e continua sem pontos, depois dos desaires frente ao Manchester City e ao Betis. Do outro lado, encontrou uma equipa neerlandesa mais confortável com a bola, mais capaz de controlar os ritmos do encontro e que raramente permitiu ao Porto assumir o protagonismo durante largos períodos.


Pietuszewski deu sinais, mas faltou continuidade

O PSV mostrou desde cedo que não tinha viajado ao Porto para se limitar a defender. Aos sete minutos, Ivan Perišić esteve perto de inaugurar o marcador, num cabeceamento que saiu por cima.

A resposta portista surgiu pouco depois, através de Oskar Pietuszewski. O jovem polaco conseguiu criar desequilíbrios, mas o remate acabou por sair à malha lateral.

Foi um dos poucos momentos em que o FC Porto conseguiu acelerar e colocar a defesa neerlandesa em dificuldades durante a primeira parte.

O problema esteve na continuidade. Os dragões tiveram dificuldade em sustentar a pressão ofensiva e passaram largos períodos a perseguir a bola, permitindo ao PSV controlar o ritmo e encontrar espaços para atacar.

Ao intervalo, o nulo mantinha o Porto na discussão, mas a exibição ainda estava longe de transmitir a autoridade que o jogo exigia.


O golo chegou depois do aviso

O início da segunda parte trouxe sinais de maior iniciativa portista. Aos 48 minutos, Pablo Rosario tentou a sorte de fora da área, mas o remate não encontrou a baliza.

A resposta do PSV foi mais perigosa.

Aos 57 minutos, Esmir Bajraktarević acertou no poste, num lance que deixou a defesa portista em alerta. A jogada prosseguiu e Sven Mijnans encontrou Guus Til em posição favorável. O médio neerlandês rematou de pé esquerdo e colocou a bola junto ao poste, sem hipótese para Diogo Costa. 0-1 no Dragão. 

O golo obrigou Francesco Farioli a mexer na equipa. Hwang In-beom, Borja Sainz e André Silva entraram aos 58 minutos, numa tentativa de dar outra energia ao ataque portista.

E foi então que o FC Porto começou finalmente a mostrar a urgência que se esperava desde o apito inicial.


A reação apareceu, mas chegou tarde

Nos últimos 20 minutos, os dragões conseguiram aproximar-se mais da baliza adversária e criar situações para chegar ao empate.

André Silva teve uma oportunidade dentro da área, enquanto Victor Froholdt também ameaçou, mas encontrou oposição no momento da finalização. Pablo Rosario tentou ainda surpreender de fora da área.

O PSV, que até aí tinha conseguido controlar grande parte do encontro, viu-se obrigado a lidar com uma equipa portista mais agressiva e determinada a evitar a derrota. Ainda assim, a reação não foi suficiente para alterar o marcador.

Ficou a sensação de que o FC Porto encontrou o caminho para incomodar o adversário, mas só depois de passar demasiado tempo sem conseguir fazê-lo com regularidade.

Na Liga dos Campeões, a margem para recuperar é curta. E quando a reação só aparece depois de sofrer, cada minuto anterior ganha outro peso.


Três jogos, zero pontos: a Europa não espera

A derrota frente ao PSV deixa o FC Porto sem qualquer ponto após três jornadas da fase de liga, depois dos desaires frente ao Manchester City e ao Real Betis. O próximo compromisso europeu dos dragões será novamente no Dragão, frente ao Napoli, a 4 de novembro.


O FC Porto tem qualidade para criar perigo, como mostrou nos minutos finais. Mas a Liga dos Campeões não costuma premiar equipas que demoram tanto tempo a encontrar a sua melhor versão.

No Dragão, o PSV foi mais consistente. O FC Porto só se libertou quando já estava em desvantagem — e, desta vez, o despertar chegou tarde demais.


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